sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Outubro Rosa: Um Mês de Conscientização e Prevenção ao Câncer de Mama

 por Prof. Dr. Eng. Celso de Arruda - Psicanalista - Psicopedagogo - Filósofo Clínico - MBA


O mês de Outubro Rosa é mundialmente dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, uma das doenças que mais afeta mulheres em todo o mundo. A campanha tem como principal objetivo informar sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para aumentar as chances de cura e reduzir o número de mortes pela doença.


A História do Outubro Rosa


O movimento Outubro Rosa começou na década de 1990, nos Estados Unidos, quando as primeiras ações para conscientizar a população sobre o câncer de mama ganharam destaque. O laço rosa, hoje símbolo da campanha, surgiu inicialmente como parte de uma iniciativa da Fundação Susan G. Komen for the Cure, em que laços foram distribuídos em uma corrida de conscientização sobre o câncer de mama.


A partir daí, o laço rosa e o mês de outubro foram adotados globalmente como um marco de sensibilização sobre a doença. No Brasil, a campanha ganhou força nos anos 2000, com diversas entidades públicas e privadas promovendo ações de educação e prevenção.


A Importância do Diagnóstico Precoce


O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, representando cerca de 30% dos casos de câncer no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A detecção precoce da doença é fundamental para aumentar as chances de tratamento eficaz, com taxas de cura que podem chegar a 95% quando o diagnóstico é feito em fases iniciais.


Entre as principais formas de diagnóstico estão:


Mamografia: exame de imagem que pode identificar nódulos antes de serem palpáveis.


Autoexame: embora não substitua exames médicos, o autoexame ajuda a mulher a conhecer seu próprio corpo e perceber alterações.


Exames clínicos: realizados por profissionais da saúde, são indicados principalmente para mulheres a partir dos 40 anos.



Fatores de Risco e Prevenção


Embora o câncer de mama possa acometer qualquer mulher, alguns fatores aumentam o risco de desenvolver a doença, como:


Idade (mais comum a partir dos 50 anos),


Histórico familiar,


Obesidade e sedentarismo,


Uso de álcool em excesso,


Menopausa tardia ou início precoce da menstruação.



A prevenção está associada a hábitos saudáveis, como:


Manter uma dieta equilibrada,


Praticar exercícios físicos regularmente,


Evitar o consumo excessivo de álcool,


Realizar exames de rotina e consultar um médico regularmente.



Apoio e Solidariedade


Além da prevenção e do diagnóstico precoce, o Outubro Rosa também destaca a importância do apoio emocional e psicológico a mulheres que enfrentam o câncer de mama. Diversas ONGs e grupos de apoio promovem atividades para ajudar na recuperação e no fortalecimento das pacientes durante o tratamento.


O Outubro Rosa é uma oportunidade para todos se informarem sobre o câncer de mama, apoiando campanhas de conscientização e incentivando o autocuidado. A detecção precoce salva vidas, e as ações coletivas e individuais durante esse mês podem ajudar a disseminar informações vitais para a saúde das mulheres. Abraçar essa causa é um passo importante para reduzir os impactos dessa doença e melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas.


Fontes: INCA, Ministério da Saúde


Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)

por Prof. Dr. Eng. Celso de Arruda - Psicanalista, Psicopedagogo e Filósofo Clínico - MBA

 


O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é tratado de maneira eficaz através de uma combinação de terapia cognitivo-comportamental (TCC) e, em alguns casos, medicação. As principais técnicas são:


1. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC):


A abordagem mais comum é a Exposição com Prevenção de Resposta (EPR). Nesta técnica, o paciente é gradualmente exposto a situações que desencadeiam suas obsessões, enquanto é impedido de realizar os comportamentos compulsivos. Isso ajuda a reduzir a ansiedade associada ao TOC e, com o tempo, diminui a necessidade das compulsões.


A reestruturação cognitiva também é usada para ajudar a identificar e modificar os padrões de pensamento disfuncionais que alimentam as obsessões.




2. Medicação:


Antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), como fluoxetina, sertralina e paroxetina, são comumente prescritos. Eles ajudam a aliviar os sintomas ao equilibrar os níveis de serotonina no cérebro.




3. Terapias alternativas:


Terapia de aceitação e compromisso (ACT), que incentiva a aceitação das obsessões sem tentar eliminá-las, pode ser útil para alguns pacientes.


Técnicas de mindfulness e meditação podem ser usadas como complemento para ajudar a reduzir a ansiedade.



Essas abordagens, quando aplicadas de forma consistente, podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes com TOC.